O fim de um hiato e o relato de uma mudança

Então me permiti um hiato (ou me deixei vencer pela falta de inspiração, como queiram) e fiquei alguns dias sem aparecer por aqui. Nesse meio tempo nada de muito espetacular aconteceu, a não ser uma mudancinha de rotina em relação à nossa alimentação usual.

A primeira coisa foi que decidi, nas férias de julho, que pararia de comer carne durante a semana – já comia pouca, achei que valia a pena reduzir mais ainda a quantidade e aprender ficar mais tempo sem ela. A segunda foi fazer o possível para vencer minha implicância com farinhas e grãos integrais e tentar substituir arroz branco, farinha branca e açúcar refinado ao máximo. “Muito bem, parabéns pela iniciativa”, pensei comigo mesma.

Voltei ao trabalho e a novidade foi que nossa cantina fechou, então eu estava oficialmente obrigada a trazer comida de casa para lanche e janta ou então a ir todo santo dia à padaria mais próxima, razoavelmente cara e cheia de tentações. Decidi então a via mais fácil e mais barata: separar uma porção do almoço, incluir mais frutas no pacote e me virar assim.

Comecei a colocar os planos todos em prática, levando em consideração que tenho em casa uma criança pequena em casa que come pouca carne, mais come; lembrando que eu não sou grande consumidora de ovos (ieca, não gosto de ovo. Omelete não funciona pra mim como alimento e consequentemente como fonte de proteína) e que preciso, sem dúvida, incluir proteína na dieta, inclusive porque corro e nado bastante durante a semana. Ah sim, os alimentos precisam ser de fácil preparo, porque sou eu quem cozinho e faço limpeza de casa, então uma da tarde é bem desejável que estejamos todos de dentes escovados, vestidos, juntando lancheira, marmita, mochilas (de escola pra ele e de treino pra mim)  para estarmos cada um em seu destino dentro de meia hora.

Como ficou: toda segunda-feira passo pelo mercado e reponho grãos, procurando sempre variar (quinoa, grão de bico, lentilha, etc), arroz integral/sete grãos, compro as frutas, legumes e verduras, laticínios para os dias seguintes – faço uma compra para durar uma semana, em suma. Mas aí uma vez a cada quinze dias vem uma entrega de orgânicos aqui em casa, então eu vejo aquilo que já encomendei na segunda cedo e à tarde não trago esses itens, claro.

Cozinho praticamente todos os dias de segunda a sexta, e obrigatoriamente temos um arroz – com ou sem vegetais, conforme o espírito, a vontade ou a necessidade em dar fim a alguma coisa (um restinho de abobrinha, por exemplo, um finalzinho de espinafre, e por aí vai -, nem todos os dias tem feijão, mas sempre temos ao menos uma opção de salada (de preferência duas, uma delas sendo de folhas) e ao menos dois pratos envolvendo legumes ou verduras quentes. Também há uma carne ou alguma preparação com ovo, que eu não como mas que é sucesso garantido com o pequenino.

Outra questão importante: o planejamento do almoço leva obrigatoriamente em conta o fato de que precisamos jantar, então é fundamental sobrar. Se não sobra para o dia seguinte, sem problemas; se sobra o restinho vai para um potinho e reaparece à mesa, sem maiores crises.

O que tenho a dizer nesse post sem receita é que não há mesmo um como-fazer quando a gente decide fazer quaisquer modificações na rotina alimentar da casa. Claro que é muito mais simples se não formos nós a cozinhar, nada se compara à facilidade de chegar e encontrar a mesa posta e as panelas e travessas preenchidas sem que seja preciso planejar e preparar qualquer coisa. Mas é interessante ver como a adaptação vai acontecendo e em breve o que é estranho se torna corriqueiro e quase automático.

Posso propor desafio da semana? Então fica aqui a pergunta: o que você já mudou na sua rotina de alimentação, de consumo e preparo? Como foi?

Boa semana!

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Sobre Deh Capella

Baby we were born to run.
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6 respostas para O fim de um hiato e o relato de uma mudança

  1. Thais RS disse:

    eu não sou a pessoa que cozinha horrores (nem em quantidade nem em qualidade). mas tento aprender algumas coisas, até pelo fato de comer bem no almoço (no restaurante), mas de noite tenho preguiça monstro de cozinhar.

    mas bem, a dos potinhos no congelador são sempre uma boa. aquele quilo de frango desfiado e reduzido a uns 5 potinhos rende uma mistura de arroz, um frango com legumes ou um recheio de sanduíche. mas tem que ser variado, mil potinhos da mesma comida não faz sucesso.

    e ler rótulos. uso mais tempo do mercado mas leio rótulos, sempre investigando os valores nutricionais.

    essa de comer menos carne… a nutri sempre me diz: você quer pizza? coma 30% a menos do que normalmente comeria.

    mudar hábitos de alimentação né fácil não, mas aos poucos a gente aprende e até começa a sofrer quando sai do desejado.

  2. também estou parando de comer carne, mas a família continua comendo, então tenho que cozinhar pra eles. Mas aumentei as saladas, verduras e legumes refogados, assados, e afins, e adoro arroz integral (só pra mim), e leguminosas variadas, como grão de bico, lentilha, então acabo comendo uma boa variedade e a carne nem faz falta. O que mudei foi congelar porções menores de carne, frango, já que agora são só para 2. Se tiver mais gente, descongelo mais porções.
    Quanto às sobrinhas, sem crises por aqui também, não dá pra jogar comida fora. De vez em quando faço uma tortinha (ou bolo salgado, como queiram) com as sobrinhas na geladeira, e é sucesso garantido!
    Não é fácil mesmo mudar hábitos e a rotina, mas aos poucos vamos conseguindo. Beijos!

  3. Ao longo dos últimos anos tive que fazer muitas mudanças na minha rotina alimentar devido algumas alterações de várias taxas como triglicérides, ácido úrico e colesterol. Para o primeiro a redução de carboidratos foi bem sofrida. Para o segundo, eu adoradora de carnes e frutos e qualquer outra coisa vinda do mar, tive que me abster dos ditos cujos, a pior parte é que a única coisa que posso comer em termos de carne é frango, da qual pouco aprecio e como tal também não gosto de ovos e essa pra mim está sendo uma das mudanças mais difíceis…

  4. Debora Correa disse:

    Olá! Sou nova no blog, e estava ansiosa por um novo post! Eu também tenho vivido esta rotina. Há alguns meses resolvi começar a fazer o almoço pra economizar (já que não recebo vale-alimentação). E vou te contar, tenho virado mestre na arte de cozinhar na dificuldade. Quase não como mais carne, durante a semana, é a proteína de soja, em variadas preparações (sempre com algum leguminho, um tomatinho, um chuchu, etc) que faz as vezes de “mistura” (minha mãe que sempre usava esta expressão pras carnes do dia-a-dia). Adoro vegetais, não imagino a vida sem eles! Se não há leite de vaca, aprendi a fazer leite de aveia! Não gosto muito de arroz integral, mas capricho nos grãos pela manhã. Meu desjejum consiste em vitaminas de frutas com aveia, linhça, gérmem de trigo, extrato de soja, gergelim, quinoa, enfim, é a festa dos cereais. Acho que podemos implementar pequenas mudanças nas nossas vidas, que melhoram e muito, nossa qualidade de vida! Beijos

  5. Deh Capella disse:

    Cyntia, eu precisei entrar mais na linha quando fiz um exame admissional e meus exames vieram tenebrosos. Precisei parar de comer porcariada (tava numa vida muito junk food) e fazer exercício. Agora acho que tá tudo normal. Mas foi sofridinho abandonar principalmente gordura, açúcar e carboidrato.
    Agora. Num me digam pra abandonar derivados de leite que aí eu choro, hein.
    Beijão!

  6. Deh Capella disse:

    Oi xará, tudo bom?

    A gente aprende a dar os pulos com o que tem na geladeira e a se programar melhor pra fazer compras e pra consumir restinhos.
    Ainda não tentei comer a proteína de soja, tenho um preconceitinho mas vou experimentar em breve.
    Meu problema sabe qual é? Não sou caprichada com o café da manhã. Um suco, uma fruta, uma coalhada com uma granolinha, no máximo isso. às vezes como uma fatia de pão integral ou desses de vários grãos com requeijão ou aquele creme de queijo que é uma perdição.
    Mas é isso que você disse, mudancinhas aos poucos. A primeira semana sem carne foi tensa. Já não sinto mais muita falta.
    Beijo, volte sempre!

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