Do livro à mesa

O desafio dessa semana me emociona por demais, porque sempre leio e leio sempre. O tempo todo. Leio desde que fui alfabetizada. Lembro que nesses primeiros anos de leitura, lia Monteiro Lobato, adorava comer pipoca  e bolinho de chuva porque me aproximava da Emília e da Narizinho. Pipoca é bom de comer lendo, já o bolinho de chuva não dá muito certo, deixa as páginas do livro com açúcar. Vai por mim, tenho experiência no assunto.

Quando me apaixonei pela Rainha do Crime, Mrs. Christie, meus problemas culinários começaram. Olha, a comida britânica é diferente da nossa. Ficava sonhando com os chás da tarde, com o café da manhã com fígado e rins, com o Toddy do Poirot, com o pudding para comer com molho de carne assada, como pudim de Natal, e por uma infinidade de comidas. Até aprendi que na Inglaterra enterravam-se batatas para que durassem o inverno inteiro.

Tinha vontade de comer todas aquelas comidas que não conhecia. Há alguns anos atrás encasquetei que faria o tal do yorkshire pudding para comer com carne assada, “aproveitando todos os nutrientes da carne”. Tive bastante dificuldade para encontrar uma receita, tendo em vista que não falo inglês. Até que achei uma receita e resolvi fazer. Decepção. O negócio era esquisito, meio molenga. Não gostei. Se alguém quiser se arriscar, tem essa receita do blog Kafka na praia, que parece bem apetitosa. 

Outra experiência muito mais feliz veio do livro da Julia Child, Minha vida na França. O livro em si é uma delícia do início ao fim. Conta as experiências da Julia quando ela foi se descobrindo na cozinha. Minha identificação foi imediata e total. Aprendi muito sobre o ato de cozinhar, inclusive que todo mundo erra, o que para mim foi uma novidade. Segundo Julia, não podemos nunca pedir desculpas pela comida ruim. O correto é silenciar e trazer outro prato. Ri muito, como assim outro prato? Sou dessas que cozinha um prato só. Enfim, é a vida.

Minha resposta para esse desafio é cogumelo. Sabe cogumelo fresco? Quando senti o sabor do cogumelo fresco frito na manteiga, foi uma das maiores descobertas culinárias para mim. O sabor é totalmente diferente do cogumelo em conserva. Ou mesmo, do cogumelo refogado. Tem que fritar o cogumelo  na manteiga aos poucos. Faça e veja as inúmeras possibilidades que terá com esse ingrediente.

Esse desafio muito me alegrou até penso que renderia outros posts interessantes, há tanto para se falar sobre comida e leitura.

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Sobre annerodrigues

Amante de comida e de animais, feminista, advogada, boa ouvinte. O resto é o resto.
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10 respostas para Do livro à mesa

  1. Fabiana Nascimento disse:

    Preciso usar mais cogumelo na minha dieta. Eu acho delícia também.

  2. Deh disse:

    Nossa,
    perfeito, perfeita a tradução da curiosidade de provar aquelas comidas de sabor ignorado tantas vezes descritas. ..

  3. Anne disse:

    Isso Fabi, usa e abusa! Cogumelo é tudo de bom, além de ser super nutritivo.

  4. Anne disse:

    Obrigada Deh! Beijinhos

  5. Ellen disse:

    Hummmmm AMO tbém!!!! e por coincidência rsrsrsrs, foi minha irmã quem me apresentou essa delícia!!!! hj nem gosto de comer champignon na conserva, de tão saboroso que ele fica quando fresco frito na manteiga!!!!!!!! Obrigada Anne por me apresentá-lo!!!!!!!!!! bjssssssssssss

  6. Anne disse:

    Uia, minha irmã por aqui, que honra! Bem que você gostou dessa minha descoberta culinária, né?!
    Beijinhos

  7. Eu amo cogumelo, mas não acho frescos por aqui.

    amei o post. que linda viagem gastro-literária.

  8. essa boquinha é Luciana Borboleta que a net não tá me deixando conectar na minha conta pessoal, rs

  9. annerodrigues disse:

    é uma pena. cheguei a pensar em produzir cogumelos em casa de tanto que eu gosto.
    dei uma pesquisada no assunto e vi que é meio complicado. que bom que gostou do post! beijinhos

  10. annerodrigues disse:

    chatice isso da net. espero que consiga resolver o problema logo.

Os comentários estão encerrados.