Conforto

Minha tentação, durante a semana, foi responder ao Desafio “Qual a comida que te conforta?” com uma linha só:

Comida me conforta.

Isso aí. Sou dessas que se alegra com comida. Que sente braços virtuais quentinhos em torno do corpo com o pão na chapa e o chá quentinho do final da noite, na volta do expediente; que sente a mente se acalmando e o pensamento desacelerando após a primeira dentada em uma barra de chocolate (eu seeeei que isso é efeito do vício, me deixa?), a sensação de “a vida é boa” em frente a uma fatia de pizza quentinha. Sou dessas que gosta de celebrar coisas com comida e bebida e que gosta de conversar na cozinha e em volta da mesa (não é à toa que estou aqui com vocês). Sou dessas que sofreu quando não conseguiu colocar comida na boca, apesar das pessoas em volta “mas menina, que maravilha, você emagreceu!” – a única resposta que eu tinha pra elas (eu pensava mas não falava) era “preferia estar roliça do que ter asco de comida”.

Mas achei que uma linha não era satisfatório e não combinava com meu estilo, hm, loquaz. hohohoho. E repasso aqui a receita do improviso quentinho que me confortou no tempo gelado da semana passada:

Primeiro coloquei pra assar um belo naco de abóbora cabotiá/cabotian com um fio de azeite e ervinhas diversas. Depois de assada a abóbora cozinhei duas batatas grandes e uma mandioquinha que estava solitária, dando bobeira, na gaveta de legumes.

Enquanto deixava tudo esfriar – porque descascar batata quente ninguém merece – temperei uma peça de coxa/sobrecoxa que tinha descongelado (percebam que esse rango foi um festival de sobras) e coloquei pra cozinhar na panela de pressão.

Tudo cozido, frango molinho molinho, bem macio, se soltando do osso, desfiei o dito cujo e refoguei em uma panela média, coloquei até um cheiro verde no final. Então a abóbora, a batata e a mandioquinha foram pro processador, onde viraram um purezão que depois foi acrescido de leite (só depois pensei que podia ter inclusive cometido a gordice de incluir um tiquinho de creme de leite) e um pouco de cebola. Tudo junto e misturado, bem processado.

Então todos – frango e legumes batidos – foram ser felizes na mesma panela, onde ficaram quentinhos e tiveram seu tempero acertado direitinho. Mais feliz ainda fui eu, que tive sopa cremosa e quentinha pra me acalentar em dias bem frios. Não foi um sucesso de público em casa porque meu partner implicou com o frango. Mas fomos felizes. Recomendo – felicidade e conforto são sempre altamente recomendáveis, seja lá como se manifestarem.

Boa semana a todos!

 

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Sobre Deh Capella

Baby we were born to run.
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2 respostas para Conforto

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