Rapidinha

Hoje é sábado, estou longe de casa, da minha cozinha, dos braços quentes de quem eu quero bem… E porque hoje é sábado, como já disse o Vinícius, tem muita coisa acontecendo.

Por exemplo, reunião do Comando Nacional de Greve (ANDES) do qual faço parte. E, claro, porque hoje é sábado, tem a minha tentativa de responder ao desafio da semana proposto pela Deh nesse post aqui.

Aliás, ressalto, um desafio de enorme impacto. Porque, muitas vezes, desvalorizamos a rapidinha. Uma rapidinha demanda talento pra improvisação. Precisa de mãos ágeis, corpo ativo e flexibilidade. Uma rapidinha pode ser saborosa. Pode ser satisfatória. Uma rapidinha pode tirar a barriga da miséria. É preciso resgatar o valor e a pertinência de uma rapidinha.

A idéia é apresentar uma comidinha que possa ser feita e devorada em meia hora. Ia dizer macarrão… mas foram mais rápidas (post da Anne). Então vou divulgar a minha torta esquisita. Primeiro: acende o forno. A seguir, no liquidificador, joga:

2 ovos, 2 copos de farinha de trigo, 2 copos de leite, 1 pedacinho de queijo, 1 colher de manteiga, 1 pitada de sal. Bate, vruuummm. Depois, despeja a metade em uma forma untada. Aí abre a geladeira e espia o que tem de resto: legumes, presunto, milho, carne, bacon, whatever. Rebola na vasilha. Despeja o resto da massa e coloca no forno. Vai tomar banho, espiar os mails, beijar os filhos. Volta pra cozinha, tira do forno e, voilá, cai de boca.

Valeu, Deh?

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Sobre Borboletas nos Olhos

É melhor morrer de vodka do que morrer de tédio, disse Maiakovski. Brindo a isso enquanto acontecem-me coisas surreais. Segue o meu perfil quando me vejo assim: cara a cara comigo mesmo. Ou seja, meio de lado. Um mosaico com rachaduras evidentes. Nostálgica, mas disfarço com o riso fácil. Leio de tudo e com desespero. Escrevo sem vírgulas, pontos ou educação. Dou um boi pra não entrar em uma briga, o resto já se sabe. Considero importantíssimo saber rir de mim mesma. Nem que seja pra me juntar ao grupo. Certa da solidão, fui me acostumando a ser boa companhia. Às vezes faço de conta que sou completa, geralmente com uma taça na mão. Bebo cerveja, bebo vinho e, depois das músicas italianas, bebo sonhos. Holanda, por parte de mãe e de Chico. John Wayne, por parte de pai. Borboleta e Graúna por escolha e história. Tenho uma sacola de viagem permanente no meu juízo e a alma, de tão cigana, não para em palavra nenhuma. Gostaria de escolher meus defeitos, mas não dando certo isso, continuo teimosa. Não sei usar a nova regra ortográfica. Nem a velha, talvez. Amo desvairadamente. E tento comer devagar. Sei lá, pra compensar, talvez. Tem gente que tem a cabeça no mundo da lua. Eu não. Quando vou lá, vou toda. Sou questionadora, mas aceito qualquer resposta. Aspecto físico? Língua afiada e olhos cor de saudade. Gosto de fazer o que eu gosto. No mais, preguiçosa. Sabia o que é culpa, mas esqueci. Nada mais a dizer, prefiro andar de mãos dadas. E dormir acompanhada. Mas, bom, bom mesmo é sal, se você já leu Verissimo.
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2 respostas para Rapidinha

  1. fabinascisilva disse:

    Uau, adoro tortas – cê viu a receita de torta de polenta que eu linquei no meu post?

  2. Deh disse:

    Uma rapidinha tem valor inestimável e as pessoas se horrorizam quando a gente diz isso…
    Claro que valeu, lindona! 😉

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