Sabor de Sábado

A semana passou. O dia passou. Eu não vi. Perdi-me em sobrinhas, dia a dia com cara de férias e planos de viagem. Choveu, uma chuva alegre com cheiro de diferença. Depois, sol, com gosto de torresmo e cerveja. Família toda, todinha, junto. Muito riso, conversas, fotos. E comidinha com gosto de alegria. Arroz colorido, carneiro assado, salada, creme de galinha, purê de batata com cenoura, feijão verde.

Bom, o creme é que é o assunto hoje porque foi unanimidade em todas as faixas etárias. Faça assim: cozinhe o frango do jeitinho que você curte, até que fique molinho. Desfia. Refoga cebola bem picadinha, com alho e azeite. Quando estiverem já dourados, coloca canela e pimenta do reino em pó. Refoga o frango, coloca milho e champignon picado. Depois creme de leite e deixa encorpar.

A salada (ignorada pelas crianças mas aceita pelos demais) tinha: folhas de alface crespa e lisa, manjericão, tomate cereja, ricota, castanha de caju picada, rúcula e cenoura ralada. O alface serve de leito e os demais ingredientes devem ser bem misturados e temperados com azeite, sal e alecrim.

Estar em família é certeza de aconchego, satisfação, intimidade. Um gostinho de felicidade. 

Anúncios

Sobre Borboletas nos Olhos

É melhor morrer de vodka do que morrer de tédio, disse Maiakovski. Brindo a isso enquanto acontecem-me coisas surreais. Segue o meu perfil quando me vejo assim: cara a cara comigo mesmo. Ou seja, meio de lado. Um mosaico com rachaduras evidentes. Nostálgica, mas disfarço com o riso fácil. Leio de tudo e com desespero. Escrevo sem vírgulas, pontos ou educação. Dou um boi pra não entrar em uma briga, o resto já se sabe. Considero importantíssimo saber rir de mim mesma. Nem que seja pra me juntar ao grupo. Certa da solidão, fui me acostumando a ser boa companhia. Às vezes faço de conta que sou completa, geralmente com uma taça na mão. Bebo cerveja, bebo vinho e, depois das músicas italianas, bebo sonhos. Holanda, por parte de mãe e de Chico. John Wayne, por parte de pai. Borboleta e Graúna por escolha e história. Tenho uma sacola de viagem permanente no meu juízo e a alma, de tão cigana, não para em palavra nenhuma. Gostaria de escolher meus defeitos, mas não dando certo isso, continuo teimosa. Não sei usar a nova regra ortográfica. Nem a velha, talvez. Amo desvairadamente. E tento comer devagar. Sei lá, pra compensar, talvez. Tem gente que tem a cabeça no mundo da lua. Eu não. Quando vou lá, vou toda. Sou questionadora, mas aceito qualquer resposta. Aspecto físico? Língua afiada e olhos cor de saudade. Gosto de fazer o que eu gosto. No mais, preguiçosa. Sabia o que é culpa, mas esqueci. Nada mais a dizer, prefiro andar de mãos dadas. E dormir acompanhada. Mas, bom, bom mesmo é sal, se você já leu Verissimo.
Esse post foi publicado em Borboletas na Cozinha, Uncategorized. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Sabor de Sábado

  1. Anne Cristine Rodrigues disse:

    Concordo plenamente com estar em família é aconchego. Na verdade, para mim é pertencimento. Não é a melhor, não é a mais linda, nem a mais inteligente, muito menos a mais equilibrada, mas é a MINHA FAMÍLIA. É com eles que tenho que lidar para ser uma pessoa melhor para mim. Lindo post.

  2. Borboletas nos Olhos disse:

    Anne, uia, me sinto assim também. E sua família tem baita sorte de ter você.

Os comentários estão encerrados.