A sopa mais fácil do mundo

Sopa quase não tem segredo. Mentira, tem vários. Mas é mais segredo de mãe do que segredo de chef. Não sei bem porque, mas no Brasil a gente não tem muito o hábito de sopas. Poucos restaurantes mantém esse prato fora do inverno, e até mesmo no inverno, é difícil achar. E a variedade de estilos é tão grande…. minestras pedaçudas, com cara de comida de mãe e sustança; sopas creme, tipo velouté, que alimentam sem pesar no estômago. Consommés levinhos, feitos de caldos deliciosos, geralmente com algo em pedacinhos, a mais, como os capeletti in brodo ou os lamén japoneses.

Só sei que quando o lobo aparece resfolegando na porta, é com sopa que eu amanso o bicho.  Ando me jogando sem medo de ser feliz na sopa de espinafre. Adoro espinafre, adoro coisas verdes, adoro a intensidade do sabor. Essa leva minutos para ficar pronta, e calhou por acaso de ser feita de forma mais light, o que compensou uma parmegiana safada da hora do almoço (que, ok, foi seguido por Marcha da Liberdade e uma longa caminhada, mas né?…).

Velouté de espinafre

2 maços de espinafre
1 xícara de leite (você pode substituir por creme de leite fresco também)
1 cebola média à brunoise
manteiga ou azeite
2 xícaras de caldo de galinha
1 pitada de pimenta branca
Queijo em cubinhos

Limpe o espinafre, descartando as pontas dos talos (só as mais grossas, o resto fica), e as folhas manchadas. Deixando os talos finos, você poupa tempo, ganha fibras e engrossa o velouté. Escalde em água fervente e esprema, retirando o excesso de água. O espinafre não deve cozinhar demais, basta um minutinho na água fervendo, até acender a cor de esmeralda apenas. Doure a cebola na manteiga e junte o espinafre, dando uma refogada leve. Acrescente o leite e o caldo e cozinhe mais 5 minutinhos. O segredo para o espinafre não amargar é descartar os talos grossos, a escaldada rápida e não cozinhar demais. Passe o espinafre para o liquidificador com uma concha de caldo e bata até a textura desejada: mais pedaçudinho ou perfeitamente liso. Volte o espinafre à panela, acrescente a pimenta e desligue o fogo quando levantar fervura.

Essa sopa é extremamente leve. Se a ideia for algo mais substancial, coloque uma torrada no prato e despeje a sopa por cima, ou cozinhe uma batata média em rodelas antes de escaldar o espinafre, e devolva à panela quando acrescentar o leite e o caldo, batendo-a no liquidificador junto do espinafre. O pulo do gato é jogar os cubinhos de queijo (qualquer um que derreta bem) no prato com a sopa bem quente ainda. O contraste de sabores fica um troço de bom.

Ah, e não é necessário salgar:  os caldos industrializados costumam ser bem salgados. Melhor até optar por um de baixo teor de sódio, para o sabor delicado da sopa se manter. No melhor dos mundos, você tem caldo de galinha caseiro congelado no freezer, e pode até precisar acertar o sal na panela. Bora se jogar na sopa de espinafre para o detox de segunda?

Nem tem cara de dieta

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Sobre Verônica Mambrini

Cama, mesa, banho, foto, tela e texto.
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Uma resposta para A sopa mais fácil do mundo

  1. thais disse:

    Adorei 🙂

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