Roteiro inusitado da comida em São Paulo

Cerealista Bom Chá (fotografado com autorização). Arquivo pessoal de Cecilia Santos

Então no sábado eu, a Babi Lopes, o Gustavo e mais uma amiga fomos fazer compras num lugar que pouca gente conhece aqui em São Paulo: os 3 ou 4 quarteirões de armazéns e empórios alinhados em parte da Avenida Mercúrio e na Rua Santa Rosa, na Zona Cerealista, Brás, na margem do Rio Tamanduateí oposta ao Mercado Municipal. Bem ali onde estão terminando de demolir o Edifício São Vito, também conhecido como treme-treme. Não, não é o lugar mais bonito de São Paulo. Mas sem dúvida é bem interessante.

Cerealista Bom Chá (fotografado com autorização). Arquivo pessoal de Cecilia Santos

Nesse trecho da Avenida Mercúrio há uma série de armazéns que oferecem uma variedade enorme de temperos, ervas, grãos, azeites, conservas, doces e cereais.

Contamos com um atendimento bem simpático e bastante variedade no Cerealista Bom Chá (Av. Mercúrio, 166 – cerealistabomcha@terra.com.br). Dos vários tipos de arroz, eu trouxe arroz integral e arbóreo e mistura para risoto ao funghi com quinoa a um preço bem menor do que o encontrado nos supermercados.

Cerealista Bom Chá (fotografado com autorização). Arquivo pessoal de Cecilia Santos

Esses armazéns tem o diferencial de dispor de uma oferta bem grande de produtos integrais, vegetarianos e veganos e pratos semi-prontos à base de soja que não são fáceis de encontrar nos supermercados convencionais. Destaque para a soja sabor bacon e as misturas para feijoada e dobradinha vegetarianas.

Continuamos a caminhar e avançamos para a rua Santa Rosa, com seus empórios e adegas. Ali é possível encontrar muitos tipos de queijos (por sugestão dos meus acompanhantes, trouxe provolone desidratado que, segundo eles, fica ótimo na sopa) e produtos importados.

Arquivo pessoal de Cecilia SantosDa Casa Flora (Rua Santa Rosa, 207) eu trouxe queijo, funghi, molho chipotle e uma massa com azeitona. Nos outros empórios da rua também é possível encontrar boas ofertas. Eu trouxe duas garrafas de lambruscho (é, eu sei, mas eu adoro, ok?) a R$8,50 a garrafa.

E o melhor? Em todo lugar tem degustação: um vinhozinho aqui, um queijinho ali, e a gente vai embora alegrinha, satisfeita e com as sacolas cheias.

Só não se esqueça de levar suas sacolas ecológicas. Ah, não tem uma ainda? Eu recomendo estas.

Meu próximo passeio gourmet será pela Liberdade. É só arranjar companhia. Quem topa?

É isso: São Paulo tem lugares que muitos paulistanos desconhecem, às vezes por puro preconceito. Eu adoro desbravar a cidade, descobrir tesouros e dividir com as pessoas o que a minha cidade tem de especial, para além dos roteiros óbvios.

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Sobre Cecilia Santos

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4 respostas para Roteiro inusitado da comida em São Paulo

  1. Anne disse:

    Delícia de passeio. Também quero ir na Liberdade!
    Beijinhos

  2. anotadissimo!!!

  3. Luciana disse:

    Eu não li. Não quero saber. Não comento…Mentirinha. Amei a descrição do passeio, as dicas e, especialmente, a reflexão: temos sim que estar mais atentos pras delicadezas e miudezas cotidianas.

  4. Barbara Manoela disse:

    Queria tanto ter ido, mas tinha curso… humf…. quero outro passeio desses, e super topo a Liberdade!!

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