Cozinhando do jeito que dá

Hoje estou na praia, Ubatuba/SC. Férias. A questão é que não temos internet, televisão ou qualquer coisa que nos conecte ao mundo. Por acaso achei uma lan house perdida aqui. O tempo está chuvoso, frio, um saco. Domingo, segundo dia de férias, decidimos (eu, marido, minha irmã e cunhado) fazer camarão com penne. O camarão branco (qualquer um que pode ser) compramos na peixaria do Júnior, uma cooperativa de pescadores, muito interessante. O macarrão trouxe de Curitiba juntamente com creme de leite e uma lata de extrato de tomate. Cebola e outros temperos compramos por aqui mesmo.

O problema se inicia quando vou pegar a panela para cozinhar o macarrão. Não tem panela para cozinhar macarrão na casa da tia. O que fazer? O desespero bate, começo a dar piti. Assim não tem jeito, quero voltar para Curitiba, lá pode chover e ser um saco mas tenho minhas coisas.

Respiro fundo. Minha irmã e marido vão procurar uma panela para mim (sou mimada) acharam uma panela de pressão. Ok, o tamanho é adequado apesar de não ser o ideal. Lembro que a vida é assim, fazemos o que podemos.

Começo a preparar a comida descascando o camarão. Ai, minhas mãos, por que não comprei o camarão limpo?

A tá, lembrei, é porque esse é fresco e lindão.

Começo a preparar o molho de tomate, digo, extrato de tomate. Refogo a cebola triturada, por sorte tinha liquidificador aqui para alegria de uns chatos que não gostam de cebola, junto com o extrato de tomate, coloco água e deixo cozinhar bastante. Uso um pouco de azeite.

O camarão eu refogo com sal e um pouco de “álcool” que tiver. Vale wisky, conhaque ou rum Black. Usei o Bacardi Black que era o que tínhamos. Reservei o camarão.

Coloquei o macarrão para cozinhar, escorri no escorredor de arroz, passei para a travessa de sopa (essa lindona). O molho, depois de cozido, coloquei o camarão, champignon, creme de leite e misturei ao macarrão.

Decepção, o molho ficou aguado, o sabor estava bom. Cunhado provou para mim que mesmo quando sai errado dá certo. Comeu o molhinho que sobrou com pão. Faça o mesmo você, sabendo que mesmo quando dá errado dá certo, assim como na vida. Fazemos o que podemos, e às vezes o que podemos é muito do bom!!!

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Sobre annerodrigues

Amante de comida e de animais, feminista, advogada, boa ouvinte. O resto é o resto.
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9 respostas para Cozinhando do jeito que dá

  1. borboletasnosolhos disse:

    Obrigada, querida. Mesmo, mesmo. Fazemos o que podemos. E há quem coma tudo e lamba com pãozinho, é isso mesmo. Delícia de post. Vou encomendar uns camarões esse fim de semana. Bom descanso.

  2. Larissa disse:

    É verdade, Anne, fazemos o que podemos e, por isso, mesmo, já tá tudo certo. E tem lugar para parecer mais com a vida do que a cozinha? = ) Linda receita! Bjo!

  3. Cecilia disse:

    Muita saudade de passar as férias em SC! Muita saudade de comer camarão fresquíssimo, comprado quando os barcos estavam chegando do mar! Saudade nenhuma da minha mãe obrigando a gente a limpar os camarões, a gente com o olhar comprido naquele sol lindo que fazia lá fora!

  4. Que camarão é esse? Do tamanho da sua mão! Fiquei com água na boca, pois adoro camarão. E pensei que um bom vinho tinto ia cair bem. Beijos.

  5. Pingback: Não tem segredo | Feministas na Cozinha

  6. Anne disse:

    Oi Lu! Fez o camarão?
    Depois das férias essa semana estou beeeem light, só na sopinha. hahaha
    Beijinhos

  7. Anne disse:

    Ai Larissa, sabe que acho ainda que na cozinha levamos uma vantagenzinha, conseguimos controlar um pouco o resultado.
    Beijinhos

  8. Anne disse:

    SC é tudo de bom né Cecília?! Também não gosto nadinha de limpar camarões, o problema é que adoro comê-los. Entonces, como restaurante não cabe no orçamento, resta fazer em casa. E, olha, ainda bem que teve dinheiro para camarões. Não reclamo não.
    Beijinhos

  9. Anne disse:

    Viu que gigante Suely? Isso que agora é que começa realmente a época de camarões. Já estou pensando em ir para lá em julho só para comprar mais.
    Beijinhos

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