Uma história no supermercado

Sou dessas que não tem muita paciência pra fazer compras no supermercado: vou com a lista de compras na mão, resolvo tudo e vou embora, sem pensar muito. Já meu marido adora e se diverte horrores. Pra ele, fazer compras é uma descoberta: ele passa por todos os corredores, pergunta se precisamos de potes novos ou um pirex diferente pra experimentar uma comida nova. Devagar, vou aprendendo com ele a curtir esses momentos pseudo tediosos.

E isso, minha gente, é genético. Sim, porque fazer compras com a minha sogra é absolutamente fabuloso! Com ela, eu aprendi, entre outras coisas, a escolher abacaxi (e descobri como marido faz pra comprar sempre o abacaxi mais cheiroso e docinho) e aprendi que não tem problema nenhum em experimentar ameixa da banca de fruta.

Segundo minha sogra, é importante furar o saco do polvilho ou da farinha de rosca, pra sentir a textura e avaliar se o produto está bom ou não. O mesmo vale para farinha de trigo.

Outra dica importante é sempre comprar queijo branco “de saquinho”, e nunca aqueles pasteurizados porque, segundo ela, os pasteurizados não têm “aquela coisa boa do campo”.

Minha sogra passa comigo por todos os corredores, experimentando aquelas degustações incríveis e fazendo os melhores comentários: “ai minha filha, tem um povo que só vem no mercado a essa hora pra comer, que horror!”.

Ela é uma mulher admirável, que ensinou meu marido a escolher as melhores frutas e a transformar uma simples visita ao mercado em uma aventura pra toda a vida.

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Sobre Barbara Manoela

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2 respostas para Uma história no supermercado

  1. Eu adorei o post. Eu normalmente não gosto de fazer compras: roupas, sapatos e assins; mas quando se trata de livros e comida aí eu curto (mesmo no supermercado a única coisa que não gosto é da fila do caixa). Das melhores: comprar peixe fresco no Mucuripe, a brisa do ma assanhando o cabelo e o sol fazendo festa de sombras nos coqueiros.
    Gostei de conhecer sua sogra. Beijos.

  2. Cecilia disse:

    Eu gosto de fazer compras, mas não no supermercado – gosto dos mercados públicos, das feiras, onde você vai conhecendo o seu fornecedor. No Mercado da Lapa, tenho os meus conhecidos do box de queijos, do de doces e do de bacalhau e grãos.

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