Por inúmeras razões não escrevi mais neste bloguinho. Desde novembro estou triste, não todo o tempo, porém o suficiente para tirar minha vontade de escrever. Tudo que tenho escrito é melancólico e piegas. Mas, escolhi ser feliz e rir das minhas tristezas e idiossincrasias. Voltei.

Nesse sentido, a comida aplaca a angústia desse vazio que me habita. Quando está insuportável, chamo esse vazio gigantesco de Godofredo, um monstro cinza gigantesco que me consome. Para diminuí-lo e ficar inteira, cozinho. Muito. Então, tenho cozinhado intensamente todos os dias.

Não sou uma pessoa de comer e cozinhar doces ou sobremesas. De verdade, o doce tomou conta de mim nos últimos tempos primeiro porque é uma alegria comer um chocolatinho, segundo porque minha afilhada queria comer uma torta alemã legítima. Comprar não valia, porque ela queria bastante torta, queria poder repetir quando e o quanto quisesse e, queria saber fazer sempre que tivesse vontade.

Para quem conhece essa figurinha sabe o quanto ela é insistente e persuasiva. Não tem desculpa que a convença, além dela ter um potencial argumentativo que acaba com qualquer discurso: “Mas madrinha, claro que você consegue fazer a sobremesa, você faz tudo tão bem!”.

Com um argumento tão verdadeiro e, vindo de uma pessoa tão isenta, resolvi me arriscar. Comecei procurando receitas no Google e encontrei várias. Diante de todas as opções peguei um pouco de uma, outro tanto da outra e fiz a minha:

Ingredientes:

200 gramas de manteiga

3 gemas

1½ xícara de chá de açúcar

1½ pacote de biscoito de maisena

200 gramas de chocolate meio amargo

2 latas (700g)  de creme de leite

Modo de Fazer:

Bata bem na batedeira a manteiga, o açúcar e as gemas.

Depois de bem batidos, acrescente o creme de leite gelado sem o soro, misturando de leve com a espátula. Reserve.

Molhe rapidamente as bolachas no soro do creme de leite.

Forre uma forma de fundo falso (pode ser refratário) com as bolachas, o creme e novamente bolachas, ajustando-as bem no creme. Leve a geladeira por no mínimo 2 horas.

Cobertura:

Em uma panela, esquente o creme de leite e acrescente o chocolate meio amargo picado até dissolver e virar um creme. Desenforme a torta e cubra-a com o creme de chocolate. Aqui eu enfeitei toda a volta da torta com as bolachas.

A vida fica muito melhor com um docinho de vez em quando, ainda mais se vier acompanhada daqueles a quem amamos, tudo fica mais tolerável. Semana que vem, volto com cupcakes de chocolate.

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Amor, pede uma porção de batata frita?

Ok, você venceu.

Batata frita.

Sempre tentei fazer uma batata frita igual aquelas que a gente come em bares e lanchonetes.

Secava.

Colocava vinagre.

Água gelada.

Até alcóol já coloquei.

E nada.

Ia da sorte: às vezes sequinha, as vezes encharcada, igual às de alguns botecos que já frequentei.

Hoje não me estresso mais.

Batata pré-frita, de saquinho.

A receita é:

Vá ao supermercado.

Pegue um carrinho ou um cesto.

Coloque um pacote de batatas pré-fritas, resfriadas.

Coloque ainda um litro de óleo.

Por fim, uma embalagem com uma dúzia redondinha de cerveja em lata de sua preferência.

Em casa, coloque a cerveja no congelador ou no freezer – molhe antes, minha mãe me ensinou que gela mais rápido!

Dê um tempinho, e quando a cerveja estiver no ponto, tire do freezer, para não congelar.

Abra a primeira, coloque no copo, ou não, pode beber na latinha mesmo, a escolha é nossa.

Coloque óleo em um a panela alta, para não espirrar muito e sujar o fogão e ficar ruim de limpar depois…

Acenda uma das trempes do fogão, aqueça bem o óleo, e quando estiver quente o óleo e bem gelada a cerveja, despeje o pacote de batatas – olhe primeiro se cabe na panela, viu!

Deixe por cinco ou oito ou dez minutos.

Convém checar, para ver se estão ao seu gosto e não deixar queimar…

Forre uma travessa com papel toalha, e retire as batatas com uma escumadeira – ou espumadeira, a seu critério, docinho!

Pronto!

Pode servir as porções de batata frita!

E para acompanhar, um revival de 1982, da Blitz!

Sabe essas noites
Que cê sai
Caminhando, sozinho
De madrugada
Com a mão no bolso
(Na rua)…

E você fica pensando
Naquela menina
Você fica torcendo
E querendo
Que ela estivesse
(Na sua)…

Aí finalmente
Você encontra o broto
Que felicidade
(Que felicidade)
Que felicidade
(Que felicidade)…

Você convida ela prá sentar
(Muito obrigada)
Garçom uma cerveja
(Só tem chopp)
Desce dois, desce mais…

Amor, pede
Uma porção de batata frita
OK! você venceu
Batata frita…

Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá
Ti ti ti ti ti ti ti ti ti

Você diz prá ela
Tá tudo muito bom
{Bom)
Tá tudo muito bem
(Bem)
Mas realmente
Mas realmente
Eu preferia
Que você estivesse
Nuaaaa…

Você não soube me amar…(4x)

Todo mundo dizia
Que a gente se parecia
Pois cheio de tal e coisa
E coisa e tal
E realmente a gente era
A gente era um casal
Ah! Um casal sensacional…

Você não soube me amar…(4x)

No começo tudo era lindo
Tá tudo divino
Era maravilhoso
Até debaixo d’água
Nosso amor era mais gostoso
Mas de repente
A gente enlouqueceu
Ah! eu dizia, que era ela
Ela dizia, que era eu…

Você não soube me amar…(4x)

Amor que que’cê tem
Cê tá tão nervoso
Nada, nada, nada, nada, nada…

Foi besteira usar essa tática
Dessa maneira assim dramática
(Eu tava nervoso)
O nosso amor
Era uma orquestra sinfônica
(Eu sei)
E o nosso beijo
Uma bomba atômica…

Você não soube me amar…(8x)

É foi isso que ela me disse…

Oh! baby não!

Sirva acompanhado de risadas, conversas, música animada, cerveja, uma linguicinha frita, e sempre, boa companhia!

Aproveite o sábado!

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Macarrão com molho vermelho

Hoje farei uma receita dupla. Sim uma receita que em um determinado momento se dividirá em duas, uma vegetariana e outra com carne. Então agradarei a gregos e troianos! \o/

Macarrão com molho vermelho, meu preferido, sempre fui fã dele com salsicha, sardinha, mas, outro dia adaptei e fiz com soja e ficou delicioso. Já faz um bom tempo que só como macarrão integral, não porque considero mais saudável, mas sim porque o sabor dele é bem melhor.

Aqui vai a receita:

Primeiro leve uma panela ao fogo com água e um fio de azeite, deixe ferver e coloque o macarrão pra cozinhar, gosto muito dessa receita com espaguete integral.

Para o molho vegetariano, recomendo que antes de colocar a água pra ferver, coloque uma outra panela com água e soja no fogo, pra hidratar com uma folha de louro. Assim que a soja ficar macia, escorra a água e tempere, molhando-a com meia xícara de shoyu diluída em meia xícara de água. Enquanto você coloca a água do macarrão pra ferver, esquente óleo em uma frigideira um pouco funda. Assim que o óleo esquentar, coloque a soja temperada na frigideira e deixe-a até dourar (como os torresmos de soja que ensinei). Após fritar, escorra em papel toalha e reserve.

Começaremos o básico de ambas as receitas de molho. Refogue alho picado, um pouco de curry, cebola (se for do seu agrado, prefiro quando o molho é de sardinha) em margarina ou azeite (eu acho que são os ideais para ficar mais saboroso o molho). Coloque a soja ou a sardinha e deixe pegar um pouco do tempero. Acrescente  molho de tomate e uma xícara de água, deixe o molho ferver bastante. Enquanto o molho ferve você pode acrescentar o que lhe vier a cabeça: pro molho com soja eu coloco champignon, para o molho de sardinha, gosto de azeitonas pretas. Em ambos coloco manjericão fresco ou seco, orégano e cenoura ralada (isso mesmo). Uma dica é colocar a cenoura e o manjericão fresco bem no finalzinho, que eles não murcham muito.

Quando o macarrão estiver pronto, provavelmente acontecerá quando você colocar o molho pra ferver, escorra o macarrão e jogue uma água fria por cima para ele parar de cozinhar.

Sirva o macarrão com o molho e queijo parmesão ralado. Fica delicioso!

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Expectativa

Tenho visto muita gente reclamar de 2011.

Eu mesma fui uma das que reclamou.

Mas hoje, no fim das contas, um dia como outro qualquer, chuvoso, feio, miserável até, diante das expectativas não concretizadas,também é um dia espcial, feliz, como a última página de um livro, que, gostando ou não, a gente é obrigada a ler.

Tudo bem, que não somos obrigadas a fazer o resumo. Na verdade, todos os canais fazem por nós. Chamam de retrospectiva.

Bem, não vou fazer nenhuma retrospcctiva.

E hoje não tem receita. Assim como a vida, ou a felicidade, não tem receita.

Prefiro a expectativa.

A expectativa de novos sabores, novos gozos, novas texturas.

Novas manhâs de sábado, novas noites de sexta. Novas tardes de domingo.

Novos encontros e reencontros.

Novas noites de happy hour, manhãs de ressaca, madrugadas de sexo, tardes de trabalho.

Novos amanheceres, entardeceres, anoiteceres.

Novos aconteceres.

Comidinhas, bebidinhas.

Caipirinhas, cosmopolitans, champanhe, caviar e ovo frito.

Rodízio de pizza para enfiar o pé na jaca.

Um pé inteiro de alface com limão, para cumprir a resoluçõ de começar uma dieta na segunda-feira, sem falta.

E um pote de Häagen Dazs, na cama, depois do sexo, junto com o sexo, em vez de sexo…

Que se 2011 foi bom, 2012 seja melhor.

E que se foi ruim, que 2012 redima a tristeza e que tudo seja melhor. Não o tempo todo, porque temos que ser realistas.

Mas que escolhamos, a cada dia, a cada página dessa nova obra que se inicia, a alegria, o amor. Que a escolha seja a felicidade e a amizade.

Que as escolhas sejam o amor, o prazer, o conhecimento e o autoconhecimento.

Adeus, Ano Velho, Feliz Ano Novo.

 

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Natal

Eu sou uma pessoa apaixonada pelo natal. Nessa data tudo parece mais brilhante, mais feliz. Sei que é piegas, mas pra mim natal é uma data mágica!

E claro, eu me sinto muito menos culpada pra comer de tudo, fazer a festa! A receita que escolhi pra passar pra vocês é a da farofa que minha irmã fez esse ano para o natal.

Farofa de bacon e nozes

é simples, colocar numa panela pra refogar alho picado ou amassado, cebola e azeite, muito azeite. Em outra panela, colocamos o bacon pra torrar até perder toda a gordura e ficar crocante (hum…).

Depois junte a cebola e alho refogados o bacon e coloque as nozes picadinhas. Tempere com o que desejar (sempre dou a dica do curry, mas mamãe não pode comer curry, então dessa vez ficamos com um pouco de sal), depois é só acrescentar a farinha aos poucos, torrando-a sem deixar queimar, a quantidade é o bastante para a farofa não ficar muito seca.

Eu adorei comer a farofa com tender e pêssego em calda!

Bom ano novo para todos e até a próxima!

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Noite Feliz

Então, é Natal. Tem quem não goste. Eu gosto. Deve ser culpa de filmes como A Felicidade Não se Compra e Milagre na Rua 34. Ou, talvez, dos rituais amorosos e cheios de alegria daqui de casa. Mas, suspeito que a maior parcela da responsabilidade fica mesmo com as comidinhas-delícia desse período.

Nesse período me jogo na cozinha. Tudo que faço, cada prato, cada receita escolhida, cada item temperado, é uma espécie de abraço. Cozinhar é uma forma de fazer material o meu amor. O meu bem querer em sabores, amanhã:

 Chegando, você encontra uma mesa com:

01. Pãezinhos de leite (devidamente comprados, que eu não faço comida que descansa mais do que eu)

 02. Patê de gorgonzola (amassa o gorgonzola, mistura com creme de leite sem o soro, requeijão, azeite e tempera com pimenta-do-reino e alho. Ficou uma pasta? acrescenta salsinha – ou coentro – e cebolinha bem picadas), patê de cebola, queijo e nozes (faz aquele creme de cebola de pacotinho, mistura com queijo fundido e maionese, acrescenta nozes trituradas, cebolinha picada e uvas passas bem pinicadinhas. Deixa na geladeira até servir) patê de curry e manga (junta no liquidificador: manga, cebolinha verde picada, suco de limão, cram cheese – mas pode usar requeijão, iogurte natural, curry, sal a gosto. Processa tudo e põe na geladeira até servir)

03. Lombo com Gengibre (faz cortes profundos na carne e preencha com gengibre picado. Prepara uma marinada com suco de laranja, alho, vinho branco, azeite, pimenta do reino e sal a gosto. Deixa o lombo na marinada por um tempão, tipo oito a dez horas. Coloca no forno e cobre com papel alumínio. Deixa assar por uma hora e meia, depois tira o papel alumínio e deixa até dourar).

04. Tender Agridoce (mistura suco de laranja com açúcar até quase formar uma pasta. espalha sobre o tender e coloca no forno por cerca de 30 minutos).

05. Salgadinhos variados (também encomendados fora, passa longe da minha mão).

 Para a ceia teremos: arroz (branco, comum); chester (descongela, deixa pegar gosto em uma vinha d’alhos de cebola, alho, vinho branco seco, molho inglês, sal e pimenta e coloca no forno coberto com papel alumínio, depois deixa dourar), lagarto ao molho (feito pela mamys, não sei a receita) e a minha salada querida (alface crespo, alface roxo, manjericão, hortelã, acelga ralada, cenoura ralada, tomate cereja, cubinhos de bacon, cubinhos de queijo, farofa de castanha e pedaços de melão, tudo temperado com azeite e sal).

A sobremesa? Eu não faço doces, mas a mãe da minha cunhada tem o dom – torço pra ser queijadinha.

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Enquanto você vai com o milho, eu já estou comendo a broinha…

Chove.Chove sem parar. É época de chuva. E é muita chuva.

Chuva, sábado modorrento, céu cinza claro, um sol que se arrisca timidamente entre as nuvens, mas não consegue atravessar a barreira compacta.

Engraçado, como até mesmo o Astro-Rei tem que se curvar às Nuvens Diáfanas, que quando se unem, se tornam intransponível muralha…

Vontade de café quentinho, com quitudes recém assados.

E a receitinha de hoje não fui eu quem fez: foi D. Helena, mamãe.

Broa de fubá de canjica

Ingredientes:

11 colheres de sopa, cheias, de fubá de canjica

1/2 litro de leite

5 ovos

sal (1 colher de sobremesa)

100 ml de óleo (de milho)

Modo de preparo:

Bata no liquidificador todos os ingredientes, menos o fubá.

Peneire o fubá e reserve.

Em seguida, despeje a mistura em uma vasilha, e vá colocando o fubá de canjica até dar ponto. A medida de 11 colheres é o mínimo

Massa, amarelinha, do fubá e dos ovos caipiras

necessário, na verdade, vai depender do tamanho dos ovos, então, é preciso ir misturando até dar um ponto molinho, mas que dê para enrolar na mão.

Unte as mãos, enrole as broinhas, e coloque no forno quente (180º) por vinte minutos, até crescerem e ficarem coradas.

* Para saber se está no ponto de enrolar: em uma tigelinha, ou xícara, coloque óleo para untar, polvilhe com fubá de canjica, pegue uma porção da massa, com uma colher, no tamanho que desejar a broinha, coloque na tigelinha, e “dê uma rodada” para moldar a broa.

Se for enrolar todas dessa forma, é preciso usar o fubá na tigelinha.

Se for enrolar na mão, não precisa polvilhar com o fubá.

Minha mãe disse que na roça, essa tigelinha usada para moldar as broinhas é chamada de “coité”.

Pesquisamos e descobri que coité é uma fruta, cujo fruto, partido ao meio, forma tigelinhas ou cuias naturais. Legal, né?

Deliciosas!!!

Se quiser, pode colocar cebolinha, pimenta calabresa moída, ou outro temperinho.

E se quiser as broinhas doces, é só trocar o sal por três colheres de sopa, cheias, de açúcar.

Bom dia!

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